quinta-feira, 25 de setembro de 2014

retomando!

Nossa! Fazia tempo que eu não vinha aqui! 

Tanas coisas aconteceram.... tantas águas rolaram.... tanto fogo.... 

A Phoenix renasce das próprias cinzas!!!!

Vamos retomar! 

sexta-feira, 25 de junho de 2010

olá

Tenho andado muuuiiito ocupada, por isso parei de colocar textos aqui, mas logo estarei de volta. Espero poder aposentar-me em breve, daí o tempo pode ser que dê para eu fazer tudo o que gosto.
Até breve, amigos. Beijos.

domingo, 16 de agosto de 2009

Indo e Vindo

É preciso que me tenhas nas horas que não sou individual,
nas horas coletivas ocupes meu peito e meu coração,
corras as mãos em mim. Desatinarei.
Meu alimento é o mel que produzes, tua saliva, teu sangue,
Mas não há nada de novo em tudo isso;
os elogios da arte de amar estão gastos; matarei esta arte.
Arruinarei os povos, secarei os mares, desencadearei vendavais

rirei de tudo

Não há atenções diretas
os desvios são a causa e as consequencias e eu me perco

Passarei a dizer tim-tins .......... de vidro verde
o arco branco, lábios, a lavanda, ternura, meia-noite e meia-luz

saveiros prateados, lindeza.....

teu sorriso prende, volto aos discos e não acho
algo que possa te definir
assim, acabarei morrendo.

Decidida a nunca mais voltar, fui e estive por lá alguns meses
a cidade esguia, muito comércio, distrações, museus mofentos,
aranhas e céus pelos cantos, coca-cola, pipoca,
o Theatro Municipal
passeatas e esses especiais luares de agosto

Dirás que procuro um estilo
Direi que é um ato de amor
trans-ponho-me
Dirás que me perco nas trevas
morderei teus lábios no escuro
Dirás....
Direi....

Voltei quase do mesmo modo que fui: disponível e cética.
Existem muros na tua cidade, e bóias frias e tu
E tu és indiferente.

Passo horas pensando nisso
e quanto mais penso,
mais me convenço de que não devo te querer.
Hoje saí às ruas e o sol do meio-dia
me açoitou os olhos.
A noite te desejarei....... quem sabe, amanhã............

Eu te meninava, e ressorias preguiçante
chocolateamos grasejosamente, o sol das 3
as cigarras ssiiissss sis ssisss sissss.
Agora fumávamos na rede avarandada
digo graeerias entre risos
já quase azulando no etéreo

Jamais justificarei meus erros.
Erro e pronto
O conveniente, a justificativa é para os outros.
Eu, abs-tenho-me.
Pecaria mais uma vez, mas teu peito seria lugar.
Não posso mais falar..............................
2000 - BEl-Sampa - NR

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Um gato azulado

Descubro uma nova paixão.
Leve, desenha-se o senho de um desejo malicioso
uma vez descoberto, serei seu escravo.
Desenvolve-se em mim o medo da solidão;
já faz algum tempo que te perdi
e não tem remédio, tudo é nítido,
pertences agora a outro mundo que não é o meu
Tua adolescência vai terminando
tua estrada é muito larga e segues em linha reta.
Eu fico para trás, numa trilha, no meio-seio do bosque esverdeado
A mesma relva que recebia meus pés alegres
recebe agora meu coração partido,
é a mais leal amiga, a mais doce companheira
a relva, que alivia minha amargura, onde derramo minhas lágrimas
Clareia a manhã.
QUO VADIS? QUO VADIS DOMINE?
meu peito dói
meu amor dói
meus traços pecam por omissão
e eu só sei o que aprendi nos discos.

Gostava de ver-te em jeans, explodindo de azul.
Um gato azulado e eu rindo, feliz.
Gostava de ver-te enchendo tênis de pés
cobrindo o peito com a camiseta macia.

Lembro-me da tua íris, linda, sob as tardes
que findavam todas laranja vermelha
nos nossos passeios dominicais.

Dei e pretendo dar tudo de mim, sempre.
Serei sempre a desavergonhada
que dará o último beijo barulhento.
Serei sempre a mulher dos que precisarem.
Darei sempre o melhor de mim. Serei.

As mensagens têm mil interpretações
Os versos foram feitos na mais pura intenção
SOU A ILUSÃO
Sou as definições, orgulho-me de toda dor,
criando o inevitável
amo ruidosamente todas as canções
de liberdade aplicada
GRITO NAS HORAS MAIS TENSAS

Sou assim quimerista e quimérica ansiando pela nova vida.
Creia-me, meus sonhos são molhados, meu corpo é quente,
meu sal é mais intenso, minha pele de ovelha.
Meus olhos de loba procuram sempre uma vítima
minha face é de mulher e não posso viver sem ti,
não dá pra ficar só, teu cheiro está impregnado em mim
e eu não sei ficar aqui sozinha. A letargia é fato.
Precisas voltar e tomar meu tempo.
2000-Bel-Sampa - NR

Sábiás

Há inconscientemente uma emoção; o autor doa isso à sua obra
Diz-se de mim uma opinião; sou mais implacável: escrevo.
Não, não posso te dedicar toda minha vida: fujo
cada dia é mais penoso, é mais longo, guardo muitos ressentimentos
feridas
sangrentas
e imprudentes

Torço maquiavélica por teus risos, canto
escorres de minhas mãos, em gotas
tudo o que eu quero dizer está nas palavras
nos erros
nem tudo podes entender o que quero. Nem ninguém.
Procurar em mim a mulher
é uma questão de ser repetitiva e justa.
Darei a todos a única lição que sei: nada
dou e pronto. Atinjo num ápice o termo certo.
morrerei por isso
amarei por isso
como OMO espumarei, clareando as almas; dormirei determinadamente.

Mesmo no tempo em que morávamos juntos era difícil ter você vinte e quatro horas
No tempo eu não te aguentava. Deito, meu amigo, minha saudade:
dorso claro, costas lisas e macias, deito-me.
Docilavavas teu rosto,
mãos férteis
gestos precisos, despreocupados
amorosos, inúteis.

Goiaba doce. Era gostosa, quem dera ver de novo teus sorrisos.

Preocupa-me a poesia de bibliotecas;
temo toda poesia
Quem me dera ver de novo teu sorriso
então busco nos momentos o amor poético,
manchas de semem
Por outro lado, pessoas há que nada fazem. Nada dizem
e apenas passam sem sentir, sem parir.
Destina-se a essas pessoas:
uma boa viagem até a limonada purgativa,
uma boa morte, o purgatório etc. ...
Palllllllmasssssss Pallllllllllllmasssssssssssssssss palllllllllllllmasssssssss
ovações
O gorjeio dos sabiás faz-me sentir
A PAZ.
2000-Bel-Sampa - NR

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Tudo começou com rosas

Não há aqui nenhuma grande paixão,
também não há desprezo.
Quase todos os erros são intencionais
No que cabe aos escritos
talvez agradem a um coração singelo
Eu estava com raiva de você. E chorei.
nossa vida se despedaçava
e cada um de nós era o protótipo de caos
O que sei de mim é que sou um ser em desgraça
e com medo da volta e do recomeço
eu já não me conheço, adolesço
sinto muito
pouco sei de ser verdadeira
e meu sentimento é taxado de indecente e marginal
Um Ser policiado é mais passível de um mal procedimento; eu sou policiada.
As tardes geralmente são quentes,
sua voz geralmente é rouca, talvez morna.
Eu, geralmente anoiteço junto a você
adormeço
um amor impossível
O vinho nunca foi o problema
você tomava até ficar rosado,
depois me espinhava, só pra poder pedir desculpas....
Transcrevo-me e desculpo-me de todas as mesquinharias
não se pode ser pequeno, é preciso achar o termo;
não se pode ser débil, nem triste
Depois que almocei, sobrefrutei e fumei um cigarro,
intencionalmente, só para fazer fumaça.
olhei a suas mãos; seus dedos,
Deus longos criou,
aproveitei para lhe dar um anel.
No fim da tarde, a lua tomava um pouco de sol
eu, timidamente, sorri, feliz.
Eu ressonava e ungia meus olhos com lágrimas

AMOR

transcendental,eólico, inconsequente

Amigo:
a vida sou eu e você me deu tudo
eu o adoro
Procure em mim a mulher.
Os termos devem ser neutros,
eu quero o indefinível
Quero ser companheira
fidelidade

Tudo começou com rosas

O tempo é um fato acontecido
e não visto
As ações decorrentes são imprecisas
hoje já não sei se o amo
O meio termo é uma resposta injusta
há um desgosto temporário,
provocado por uma face indecisa
hágotasdáguasobreovidrodajanela
2000 - Bel-Sampa - NR

domingo, 9 de agosto de 2009

Outras Palavras

Eu digo todos os dias que somos dinâmicos
e me perco no marasmo segundo por segundo.
"Não" é um termo que dói;
há tempos lhe digo não.
Partindo de outra ideia, estou a salvo do anormal
sou um animal comum, sou como todos os outros
- do partido - sou e pronto!
As águas dos rios estão poluídas,
eu vivo à margem desta ba-ia - não vai mais
não dá mais
porque nós somos a melhor das invenções
para atentar contra a vida, nós somos capazes de
matar, calar, sujar, reprimir e outras atrocidades
no entanto a minha retórica boba e gasta
não serve para nada e é antinatural
dinamismo: quem sou eu? quem é você?
O triste é que precisamos de novas misturas
OUTRAS PALAVRAS
Caê, cadê você?
Eu preciso.
Quando você chegou e disse que eu era
fraca, muito medrosa, rescendia a mofo,
meu sangue era pobre
e além de tudo eu tinha uma precocidade natural
para tudo o que representa fracasso,
passamos de verde a podre

e eu chorei

Não adianta ficar remoendo antigas frases nem velhas palavras.

precisamos desabelhar-nos,

florivelmente,

humorando nos campezios fertilizes. 2000. Bel-Sampa - NR

sábado, 8 de agosto de 2009

Sexta-feira

Hoje é sexta-feira. A santa. Sexta-feira santa. Santa como a minha paciência. Santa como a minha solidão. Santa como eu. Tão sexta-feira. Tão desatinadamente véspera de sábado, o "Dia da Criação" do Vinicius. Tão de aleluia! Mas hoje é sexta-feira e todos os bondes estão andando sobre os trilhos (embora não haja mais bondes, nem trilhos). E, por ser sexta-feira santa eu admito. Aliás, quero admitir minha vida o tempo inteiro.

Com parágrafos.

Nem acordei, cheguei, me cafezei com pão, depois ri, porque é sexta-feira e eu cheguei. Na contra-mão. Me desroupei, admitindo. Como tudo é um poço infundado, resta-nos a salvação pela água límpida e mansa de um micro oceano. Dio, o que será o citoplasma? E o núcleo? É um tanto quanto pretensioso, porém plausível chamar de emoções difusas, sentimidas.

Admitir. Estou morrendo e não entendo nada disso. É preciso aprender, conhecer. Sou louca por essa idéia, Diablo mio, Dio, rir desbragadamente de tudo é a única atitude plausível.

Com parágrafos.

Já não cabe a mim decidir, o tempo passará sem que seja destituído de um só segundo por mim; os automóveis passarão por mim, o dia será claro e eu só terei minha própria sombra para me esconder, mesmo que seja santa a sexta-feira. Hoje sou pobre, sem roseira, sem anel, sem ciranda. Amanhã serei poeira sobre móveis indecorosos e feios. Apodrecerei sozinha, com um amor mofado no peito.

Ser rude é uma atitude letal, não posso deixar que o rude viva, matarei toda a atitude rude, usarei o perdão.

Três meses se passaram e eu carrego as mesma dúvidas. Eu sonho com você todas as noites e meu corpo dói de manhã. Seus braços me perseguem, seus olhos me despem e a rotina é a mesma, o suor é o mesmo, só os hormônios mudaram. Eu não sei o que está acontecendo, nem porquê.

...

Minha vida é literalmente o que digo, cheia de arranjos opacos e as lentes de uma cor imprecisa tingem imagens sombrias, meu corpo dói sob a luz do sol e estremece aos reflexos da lua....... eu que desconheço o ódio.

Quando já era noite, você não veio para deitar comigo! É para mim uma partida arriscada e você não entende, atende ao corpo, sim! Mas acontece que estou convencida que não é só o meu corpo (beijo): ofensa.
tragava ternamente um cigarro
tagarelava maquinalmente
morbia de vez em quando.
Tudo o que sempre me aconteceu foi pela metade, eu estou ferida e você vai morrer sem jamais ter sabido o significado do fim.
Texto resgatado do incêncio. 2000 - Bel-Sampa - NR